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Tecnologias para prestar atenção em 2018 Por Henrique Pufal em 02/01/2018 11:35

O ano novo chegou e a gente começa a olhar para 2018 e quais são as tecnologias envolvidas com a Internet que poderão crescer e ocupar um espaço mais importante nas nossas vidas e nossos negócios.

Na semana passada, a revista americana Fortune publicou uma matéria listando 4 tendências que poderão transformar o mundo em 2018:

1) A Internet das Coisas aliada ao Blockchain

Já comentamos aqui diversas vezes sobre a Internet das Coisas, a tecnologia que permite diversos dispositivos conectados à Internet. Por questões de segurança ou qualidade de conexão, a internet das coisas (IoT) ainda não tem todo seu potencial explorado.

Mas a combinação da IoT com o blockchain – tecnologia por trás do bitcoin que cria um registro digital e reduz as chances de um ataque hacker – pode dar origem a uma série de soluções e novos serviços, com muito mais segurança. Será possível, por exemplo conectar e gerenciar de uma maneira mais inteligente os semáforos na hora do rush.

2) As fintechs continuam muito em alta

As fintechs são as empresas que atuam no mercado financeiro um pouco à margem dos grandes bancos. Por exemplo, Nubank e empresas de processamento de pagamentos na internet, como PayPal.

Tecnologias como blockchain, biometria, reconhecimento facial e de voz, devem abrir uma série de oportunidades para as startups financeiras em 2018. Por exemplo, na China o volume de pagamentos móveis já atinge mais de 5 trilhões de dólares por ano.

Além disso, a computação quântica deve acelerar o processamento de dados em um milhão de vezes se comparado aos microprocessadores de hoje. Isso reduzirá o uso de energia usada para minerar as moedas digitais. As criptomoedas, aliás, devem se tornar cada vez mais populares já que as instituições financeiras devem passar a negociá-las do mesmo modo que as moedas tradicionais.

3) Realidade aumentada deve crescer 

Depois do boom causado pelo game Pokémon Go, a indústria do entretenimento e grandes empresas de outros setores passaram a olhar com mais atenção para a realidade aumentada.

Aplicada em óculos, essa tecnologia poderia, por exemplo, traduzir para o português todas as informações em placas e vitrines quando você caminhasse por um país de outra língua. Além disso, a realidade virtual poderá ser aplicada na embalagem de produtos, possibilitando que um personagem ou celebridade o apresente ao cliente nas prateleiras do supermercado.

Os óculos estão baixando de preço, novas aplicações de entretenimento estão surgindo, jogos, a possibilidade de assistir shows como se estivesse na primeira fila, ou no palco. Outra possibilidade é o uso entre fãs de esportes com estatísticas, outros ângulos de visualizações, análise tátiva de jogadas. O mercado a ser explorado é gigantesco.

4) O ano dos bots

O bots são uma tecnologia de comunicação automatizada, baseada em inteligência artificial. Aquilo que já existe no iPhone com a Siri, a Amazon e Google já tem o seu dispositivo doméstico pra interpretar a nossa fala e responder ou gerar ações.

O uso de bots com capacidade de se comunicar naturalmente deverá se tornar popular no atendimento ao cliente. Além disso, os robôs deverão se tornar conselheiros, que avisarão as pessoas a hora de tomar um medicamento e fazer alertas sobre uma compra que pode te fazer ultrapassar seu limite de crédito. A previsão é de que em 2018, as empresas deverão investir mais na criação desses bots do que em aplicativos.

Uma preocupação é o quanto esses bots podem manipular as pessoas. Imaginem um assistente pessoal, ou perfis fakes automáticos em uma rede social influenciando as pessoas. Preparem-se porque nas eleições de 2018 no Brasil, um exercito que perfis falsos vai ser utilizado nas redes sociais.

 

Óbvio que isso tudo são previsões e podem não se acontecer em 2018, podem demorar mais, ou nem acontecer por uma série de outros fatores, incluindo segurança virtual, regulamentação do governo ou a própria habilidade dos consumidores em aceitar as novas tecnologias.

Nessa era de inovações constantes e intermináveis em tecnologia, a única previsão que temos com 100% de certeza é que o mundo no futuro vai ser diferente do que é hoje. Quanto melhor estivermos preparados, melhor vamos aproveitar esse futuro.


Dicas de Privacidade no Facebook Por Henrique Pufal em 11/12/2017 10:38

Todo mundo gosta de usar as redes sociais e compartilhar com os amigos as fotos do final de semana, dos filhos ou daquele churrasco. Mas será que todo mundo tem a real noção de quem está vendo as fotos na rede e quem está tendo acesso a algumas informações pessoais?

Por isso a gente fez uma lista com 3 dicas básicas de privacidade no Facebook que, se vocês ainda não estiverem usando, podem ajudar a restringir um pouco a exposição principalmente para desconhecidos.

A primeira dela Determine quem pode ver as suas publicações. Na hora de postar uma foto, não deixe marcada aquela opção de “Público”, onde toda e qualquer pessoa pode ver a sua foto. Prefira compartilhar com os “amigos”. Ou se você tiver tempo, configure listas personalizadas de amigos próximos, familiares e compartilhe somente com estes grupos.

Isso vale também para a marcação do seu perfil em fotos de outros. No menu de configurações, no item Privacidade é possível escolher a opção  "Analisar todas as suas publicações e os itens em que você foi marcado". Ali tem a opção de tanto permitir ou não que alguém lhe marque numa foto, quanto permitir que aquela foto seja compartilhada na sua TL.

Outro ponto importante é Saiba quais informações pessoais as pessoas podem ver do seu perfil. Para ver o que outros usuários conseguem saber sobre você, vá até a página do perfil e clique nos três pontos na parte superior da tela e clique em “Ver como”. É possível selecionar até o ponto de vista de uma pessoa específica. Se não gostar do que é exibido e desejar alterar, volte ao perfil e clique em "Editar" sobre o item desejado.

E a última dica é conferir quais aplicativos e páginas estão conectados ao seu perfil do Facebook. Em “Configurações”, clique em “Aplicativos” no menu do lado esquerdo e veja todos os apps listados. Clique no X para remover o aplicativo ou no lápis para editar as configurações.

Eu, por exemplo, estou com 67 app´s conectados e, certamente tem muita coisa antiga ali. Seja de app que não uso mais ou de páginas que pediram conectar com o meu perfil do Face para permitir o acesso.

Por exemplo, eu ainda tenho conectado um app chamado “Draw Something” depois de uns 6 anos. Ele ainda tem acesso ao meu perfil, minha idade, meu e-mail, minha lista de amigos. Ou seja, está na hora de fazer uma faxina.

A rede social é uma ótima forma de mantermos contato com os amigos, parentes distantes, ex colegas de colégio. Mas nem por isso nossa vida precisa ser um livro aberto, principalmente para estranhos.


Inteligência Artificial é assunto na Conferência Mundial de Internet Por Henrique Pufal em 04/12/2017 11:50

Está ocorrendo desde ontem na cidade de Whuzen na China, a 4ª edição da Conferência Mundial sobre Internet, que reúne os executivos-chefes das maiores empresas de tecnologia do mundo, como Apple, Google e Alibaba.

Uma das maiores ironias sobre este evento é que ele está acontecendo na China, justamente num momento em que o país aumenta a censura sobre a rede. Nos últimos meses, o WhatsApp foi bloqueado no país. Já os serviços de VPN que permitem furar a censura chinesa estão sob a mira das autoridades locais. A Apple, por exemplo, retirou de sua loja de aplicativos na China tanto programas que ajudavam os usuários a usar VPN como outros proibidos pelo governo local, como o Skype.

A presença de Sundar Pichai, executivo-chefe do Google na conferência chamou especial atenção, já que os serviços do Google seguem bloqueados na China. 

E um dos temas discutidos ontem pelos executivos na abertura do evento foi a Inteligência Artificial, seu uso na Internet e o potencial de se tornar um revolução econômica e social. Aquilo que sempre foi um tema de ficção científica, finalmente está se tornando realidade, graças aos sistema computacionais cada vez mais poderosos.

Os CEOs e os gurus da tecnologia global além de destacarem as imensas possibilidades que se abrem com a inteligência artificial, alertaram sobre importantes riscos para a segurança e a privacidade, pedindo uma maior cooperação internacional.

Algumas declarações interessantes:

Tim Cook, executivo-chefe da Apple: "Nunca antes o futuro tinha oferecido tantas possibilidades com tecnologias que podem mudar o mundo. É imprescindível "inserir" humanidade nos futuros avanços para garantir que eles tenham efeitos positivos. Não me preocupa que as máquinas pensem como as pessoas. Me preocupo que haja pessoas que pensam como máquinas"

Jack Ma, fundador do Alibaba, ressaltou essa "nova revolução" que inovará "cada aspecto de nossas vidas". "A rede industrial global experimentará mudanças profundas, com as máquinas assumindo a maioria dos trabalhos repetitivos, com a criação de mais empregos criativos", afirmou.

Sundar Pichai, executivo-chefe do Google, acredita que há uma "grande revolução em andamento". Por isso, ele destacou a importância da formação digital contínua dos profissionais. "A automatização e a inteligência artificial vão mudar a natureza do emprego",

Chuck Robbins, executivo-chefe da Cisco Systems, a maior fabricante mundial de tecnologia de redes, diz que será preciso uma "nova era de cooperação internacional" devido à complexidade dos avanços que estão sendo desenvolvidos.

Mas as oportunidades virão acompanhadas de perigos para a segurança e a privacidade. O ex-primeiro-ministro da França Dominique de Villepin alertou que será preciso criar novas normas de regulação do ciberespaço, um "local de risco", segundo ele.

O russo Yevgeny Kaspersky, fundador da Kaspersky Lab, descreveu um panorama que pode ser "aterrorizante" por causa de cibercriminosos altamente preparados, o que também requer, nesse sentido, uma maior cooperação internacional dos países.

Ou seja, como dizia o tio do Homem-Aranha, “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.


Sinosnet completa 19 anos e segue mirando no futuro Por Henrique Pufal em 16/11/2017 09:30

Nas últimas 2 décadas a Internet se popularizou, se tornou parte da vida das pessoas, criou e destruiu impérios. Mas o Sinosnet acompanhou todo esse processo e segue sendo uma referência em soluções de Internet no Vale do Sinos.

O Sinosnet foi fundado nos primórdios da Internet brasileira, no ano de 1998, quando poucas pessoas tinham acesso à tecnologia. Na época, a operação começou com a tecnologia de internet discada, com uma capacidade de 60 linhas telefônicas que transmitiam no máximo 64 kbps cada linha. Depois disso o crescimento foi constante,

Na segunda metade da década de 2000, o Sinosnet deu o seu primeiro grande salto tecnológico, migrando da tecnologia de internet discada para a transmissão via rádio. A tecnologia rádio é confiável e seguirá sendo utilizada em várias situações. Porém, em função de limitações técnicas como interferências e pelo aumento da demanda de usuários, surgiu a necessidade de partir para uma tecnologia capaz de garantir a operação da empresa no futuro com estabilidade e escalabilidade.

De acordo com Henrique Pufal, Diretor do Sinosnet, “O Sinosnet acaba de dar o seu 2º grande salto tecnológico. No ano de 2017 colocamos em operação uma moderna rede de transmissão via fibra óptica, que já conta mais de mais de 50Km de fibra instalada na região, entregando serviços com o que há de mais moderno em tecnologia de transmissão e distribuição de sinal de internet, tanto para clientes corporativos, quanto clientes residenciais. O que estamos fazendo agora com a implantação da rede de fibra é preparar o Sinosnet para enfrentar a demanda futura tanto em termos de capacidade de transmissão, quanto de novos serviços que utilizarão a infraestrutura de Internet que utilizamos nas nossas casas e empresas.”

Um dos exemplo de aplicações que exigem uma transmissão de alta velocidade são os chamados serviços de “streaming”, que transmitem vídeo em alta definição pela internet. Com a popularização destas plataformas e a capilarização de redes de internet de alta velocidade, estima-se que serviços como Netflix e YouTube já utilizem mais 50% da capacidade de transmissão da Internet no horário de maior tráfego, que corresponde das 20h às 23h.

Nas empresas, as aplicações que mais exigem capacidade de transmissão são os chamados “Serviços em Nuvem”, que são servidores, bancos de dados e armazenamento de arquivos que são utilizados diariamente pelas empresas e não estão fisicamente instalados dentro delas.

“Lançamos o serviço de Internet via Fibra em Novo Hamburgo no mês de Junho e foi um sucesso. As primeiras áreas de cobertura, um grupo de bairros num eixo central da cidade, receberam muito bem a nova tecnologia. Ainda em 2017 faremos a ampliação da área de cobertura, disponibilizando os serviços para mais clientes residenciais e corporativos da cidade. Para 2018, o plano é atender outras cidades da região.”, afirma Samuel Hartmann, Gerente Técnico do Sinosnet.

“O nosso objetivo é entregar serviços com qualidade para as casas, condomínios e empresas, de conexão ágil e estável. Tudo isso por meio de uma oferta atrativa que leva em conta a realidade econômica das pessoas e empresas. Um diferencial marcante do Sinosnet é o atendimento. Somos o provedor do bairro, da cidade e da região. Gostamos de ouvir os nossos clientes, colocar em prática as sugestões e resolver as suas reclamações”, destaca Rafael Schaab, Gerente Comercial do Sinonet.

“Nosso principal objetivo é que o uso da Internet pelos nossos clientes seja uma experiência agradável e prazerosa”, ressalta Pufal.


Não Esqueçam da Neutralidade de Rede Por Henrique Pufal em 06/11/2017 09:30

Em 2014, durante a discussão do Projeto de Lei Nº 12.965, o chamado Marco Civil da Internet, um dos temas mais controversos foi a chamada “Neutralidade de Rede”.

Para quem não é familiar com o tema, a Neutralidade de Rede na Internet define que o provedor de acesso de Internet não pode priorizar o tráfego de nenhum tipo de pacote de qualquer aplicação, muito menos cobrar um valor diferenciado para quem utiliza determinadas aplicações que exigem maior banda ou menor latência. Ou seja, para o provedor de acesso todos os pacotes de dados devem ser tratados de forma igual, independente do que carregam.

De um lado estavam as grandes empresas de Telecomunicações, buscando agregar valor (e receita) ao serviço de acesso à Internet. Serviço este que cada vez se torna mais commodity, com a competição e a entrada de novos players no mercado, como os provedores locais que utilizam tecnologias de fibra óptica na última milha.

Do outro lado, as plataformas de distribuição de conteúdo e os consumidores, buscando estabelecer um ambiente favorável ao surgimento de inovações, novas aplicações e novos negócios. Ainda mais naquele momento em que o tráfego de vídeo online começava a se popularizar.

No fim das contas, a Neutralidade de Rede foi aprovada no Brasil e o artigo 9º da Lei estabeleceu uma regra clara para o mercado:

“O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação.”

Obviamente, as pressões ainda são enormes e corremos o risco de que esta Lei seja alterada pelos nobres deputados para atendimento de algum interesse.

Mas na prática, o que aconteceria se não houvesse mais a Neutralidade de Rede?

Provavelmente aconteceria o que que está acontecendo em Portugal, onde não existe nenhuma lei estabelecendo a Neutralidade de Rede. A operadora Portugal Telecom criou 5 pacotes diferentes de aplicações, para que o usuário customize o seu perfil de tráfego:

Você gostaria de se preocupar se o seu pacote de Internet atende todas as aplicações que você quer utilizar?


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