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Copa do Mundo na Internet Por Henrique Pufal em 11/07/2018 16:08

Já comentamos neste espaço o quanto a Internet está mudando a nossa forma de assistir TV, passando do conceito de TV Linear, onde são os canais que escolhem o horário e o programa que iremos assistir, para um consumo de conteúdo de vídeo sob demanda, personalizado, com liberdade de escolha de horário e possibilidade de assistir em diversos dispositivos.

Mas isso vale para filmes, séries, novelas, documentários e até noticiários. Existe um tipo de conteúdo que assistir ao vivo faz muita diferença: o esporte.

E neste caso o uso da Internet acaba impactando de outras formas.

Estamos na reta final da Copa do Mundo e como já havia acontecido em outros grandes eventos esportivos, como a Copa passada e os Jogos Olímpicos, as redes sociais viraram o grande ponto de encontro de quem acompanha os jogos. É onde as pessoas dão as suas opiniões, compartilham os memes, as piadas, reclamam dos jogadores e comemoram os gols.

Talvez o melhor exemplo seja o Twitter, que apresentou um aumento considerável de postagens durante as partidas, principalmente por ser uma rede que possui uma forma mais prática de acompanhar uma linha cronológica, o que faz muita diferença em eventos ao vivo. A própria Fifa usou o seu perfil oficial no Twitter de uma forma muita ativa, com notícias, fotos, vídeos dos gols, dos melhores em campo.

Mas outro impacto da internet nesta Copa é que ela se tornou o evento esportivo mais pirateado da história.

Toda transmissão da Copa do Mundo pela TV precisa pagar valores bem altos pelos direitos de imagem. As regras destes direitos de imagem são bastante rígidas e a FIFA, que detém e comercializa estes direitos, tenta controlar o máximo o uso de imagens, fotos e marcas.

Aqui no Brasil é relativamente mais simples acompanhar a Copa porque a Globo, mais rede de tv do país, transmitiu praticamente todos os jogos em TV aberta. Mas mesmo assim, houve um crescimento de tráfego de internet no horário dos jogos, em função das pessoas que optaram assistir jogos por streaming via Internet, em casa ou no trabalho. No Sinosnet percebemos claramente o aumento do tráfego nos horários de dia de jogos, em relação a outros dias.

Em países onde não existe a transmissão via TV aberta, a Internet foi tomada por canais ilegais de transmissão dos jogos por streaming. E a grande maioria deles em plataformas e redes sociais conhecidas como Youtube e Facebook, que possuem recursos de transmissão ao vivo por usuários comuns.

Uma empresa inglesa especializada em análise de streamings chamada Irdeto informou que foram localizadas mais de 3.700 transmissões de jogos usando redes sociais na Inglaterra, com um público online na faixa de 4,2 mihões de pessoas.

Isso tem gerado uma grande discussão de como preservar os direitos de transmissão de grandes eventos dentro das redes sociais, sem criar uma barreira que impeça o uso simplificado destas plataformas pelos usuários.

Mais uma vez a tecnologia avança mais rápido do que as regras do jogo.


Já conhece o Instagram TV? Por Henrique Pufal em 25/06/2018 17:14

Quem usa o Instagram, deve ter percebido que desde a última semana, um novo ícone aparece no canto superior direito do aplicativo, ao lado do Instagram Direct.

Pois se trata do IGTV ou Instagram TV, uma nova ferramenta do Instagram voltada exclusivamente para os usuários que já usam essa rede social como uma plataforma de criação de conteúdo.

Essa função pode ser usada tanto dentro do app de fotos, através deste ícone que comentei, ou como um aplicativo separado, que já está disponível para download gratuito no Google Play ou na Apple Store.

Uma das principais características dessa nova ferramenta é o formato de vídeo apenas na vertical, ou seja, de pé, na posição em que já usamos os smartphones. Diferente do que o William Bonner sugere no Jornal Nacional.

Outro ponto interessante é o limite de tempo de vídeo. Apenas relembrando o histórico do Intagram: quando ele surgiu era somente para fotos, depois permitiu a postagem de vídeos com até 15 segundos, em seguida aumentou o tempo para um minuto. No Instagram Stories o limite de tempo de vídeo é de 15 segundos e o que vários perfis fazem é postar uma sequência de vídeos. Agora com o IGTV, contas verificadas podem postar vídeos de até uma hora, enquanto contas comuns têm o limite de dez minutos.

Em relação à qualidade dos vídeos, a ferramenta suporta vídeos em resolução 4K. Mesmo que a grande maioria dos celulares não chegue a exibir nessa resolução Ultra HD, esse padrão tão alto parece ser uma aposta no sentido de criar na Instagram TV um caráter bem profissional.

Ao lançar o novo aplicativo, Kevin Systrom, co-fundador e CEO da marca, apresentou o IGTV como uma nova forma de assistir a televisão online. O paralelo entre o app e a TV está no fato de que assim que o usuário abre o aplicativo, vídeos já são transmitidos. Não é preciso procurar conteúdo nenhum: o processo é automático, da mesma forma como se faz com aparelhos televisivos.

Ao utilizar o IGTV a gente pode ver quatro abas principais: "Para você", mostrando sugestões com base nas suas curtidas e contas que você segue; "Seguindo", com o conteúdo dos canais que você segue; "Populares", com conteúdo em alta entre todos os usuários; e "Continuar assistindo", com seu histórico de visualizações. Acaba sendo o algoritmo do aplicativo que escolhe o que a gente pode ver primeiro.

Ou seja, o objetivo do IGTV é claro: disputar audiência com o Youtube e com a TV tradicional. Resta ver como vai ser o processo de atrair criadores de conteúdo com a monetização dos vídeos, como atrair anunciantes e, principalmente, como atrair audiência neste momento em que tantos aplicativos, ferramentas, redes sociais estão disputando a nossa atenção o tempo todo.

E para quem usa a internet, é mais um canal para consumir conteúdo e entretenimento.


O impacto da nova lei européia de proteção de dados Por Henrique Pufal em 28/05/2018 10:23

Se você é um usuário assíduo de internet e, principalmente, utiliza vários aplicativos e redes sociais, deve ter percebido que nos últimos dias aumentou o número de e-mail´s atualizando os chamados “Termos de Uso de Serviço” ou “Termos de Privacidade”. São aquelas regras que todos deveríamos ler, mas acabamos apenas clicando no “Sim, Aceito os termos de Uso do serviço” quando instalamos o aplicativo.

Mas por que isso vem acontecendo?

Isso acontece porque na última semana entrou em vigor a nova Lei Geral de Proteção de dados na Europa. E essa lei, que possui a sigla GDPR (General Data Protection Regulation) em inglês, acaba repercutindo em todo o mundo.

Em resumo, a Lei Geral de Proteção de Dados dá aos usuários mais controle sobre os dados que as empresas têm sobre eles. Ela também serve como referência para que todos os países da Comunidade Européia incorporarem nas suas respectivas leis nacionais.

Essa lei obriga as empresas a mudar a forma como lidam com dados pessoais do usuários se quiserem continuar atuando no continente. E vale para qualquer companhia, de qualquer tamanho e que atua no território e processa dados sobre cidadãos europeus.

A regulação institui, por exemplo, que as empresas precisam ter um propósito bem definido para usar os dados pessoais e também devem deixar isso claro aos usuários. Além disso, é obrigatório que exista o aceite ou consentimento dos usuários.

Usar dados além dos necessários para a função definida ou fugir do motivo explicitado também passa a ser ilegal. Fora isso, as empresas não poderão mais armazenar as informações por mais tempo do que o preciso e também deverão garantir a segurança de tudo.

Por que tantas empresas de fora da Europa estão preocupadas?

Simplesmente porque a lei vale para qualquer marca que atue na Europa. Não importa se a empresa tem só um escritório no continente e se os dados são processados em servidores na China ou no Brasil: se as informações são de cidadãos europeus, a empresa terá que seguir a GDPR se quiser continuar atuando no território sem sofrer punições.

Por isso, muitas empresas optaram por aplicar a lei em todo o mundo, sem se restringir aos cidadãos europeus. Assim, os direitos garantidos no continente – como acesso fácil aos dados que as companhias têm sobre você – foram estendidos aos usuários.

Por isso, não se assuste com estes e-mail´s pois não são vírus. E se tiver tempo ou preocupação com que tipo de dados pessoais os aplicativos e redes sociais vão utilizar e armazenar, leia os Termos. Talvez você se surpreenda com algumas coisas.


A Internet das Coisas ganha um sistema operacional do Google Por Henrique Pufal em 15/05/2018 11:47

Já falamos outras vezes aqui sobre a Internet das Coisas, que é uma das grandes tendência de tecnologia para o futuro, tornando objetos comuns do dia a dia mais inteligentes e atuantes, por meio de comunicação via Internet.

E esse conceito vai desde itens pessoais, como pulseiras de monitoramento de itens vitais, raquetes inteligentes, passa pelo conceito de casa inteligente em eletrodomésticos, sistema de iluminação, de controle de temperatura. Veículos autônomos também são exemplos de objetos conectados à Internet.

Permeia também o conceito de cidades inteligentes, onde sistemas de monitoramento por imagens, cercamento eletrônico, controle de tráfego, estacionamento e chega na agricultura e nas indústrias com sensores e inteligência para aumentar a produtividade.

E uma das grandes preocupações que existia no mercado era em relação à segurança destas plataformas, já que cada fabricante utiliza um sistema operacional diferente, pois ainda não existe muita padronização destas tecnologias.

De acordo com o Avast, um em cada cinco dispositivos IoT conectados no Brasil são vulneráveis a ataques de hackers. Entre os produtos mais sensíveis, estão webcams e babás eletrônicas, por exemplo, que podem se tornar alvos mais facilmente.

Pois o Google anunciou na última semana um sistema operacional específico para rodar nesses dispositivos simples do dia a dia que conseguem se comunicar com a Internet para realizar diversas aplicações online. É o chamado Android Things.

Na verdade, já existiam versões de teste desde 2016 e estas versões anteriores permitiram ao Google detectar possíveis bugs, além de deixarem os desenvolvedores estudarem o sistema e já desenvolverem aplicações para ele.

De acordo com o Google, o Android Things nasceu da preocupação de se ter um sistema operacional uniforme e fechado, que não pudesse ser alterado pelos parceiros, e que fosse mais seguro contra ataque de hackers. Por outro lado, isso também deixa as fabricantes mais focadas no desenvolvimento do hardware e do equipamento, uma vez que não precisará se preocupar com o software.

Ou seja, se abre mais uma porta para que empreendedores possam colocar suas ideias inovadoras em prática, desenvolvendo ferramentas para melhorar o nosso dia a dia.


A startup de inteligência artificial mais valiosa do mundo Por Henrique Pufal em 23/04/2018 10:41

Já falamos algumas vezes sobre Inteligência Artificial, a tecnologia que impacta e impactará todas as indústrias no mundo. Só cresce a capacidade de computadores reconhecerem perfis de utilização de aplicativos, prever reações das pessoas, otimizar processos e trazer soluções mais rápidas para empresas.

Conforme já dissemos aqui, a Inteligência Artificial deixou de ser tema de filme de ficção científica e já está rodando nas grandes empresas de tecnologia, como Apple, Google, Amazon, AliBaba, Tesla e Facebook. Ou seja, ela já vem influenciando o mercado de tecnologia ao redor do mundo, e já somos usuários muitas vezes sem percebermos.

Pois a liderança do futuro da inteligência artificial é disputada de forma acirrada por vários países - em particular, Estados Unidos e China. E é na China que uma empresa deu um grande passo nesta batalha, se tornando a startup de IA mais valiosa do mundo, sendo avaliada em U$ 3 Bilhões.

A SenseTime é uma empresa que não é conhecida do grande público, mas fornece aplicativos de reconhecimento facial em grande escala, análises de vídeo e tecnologia de IA para outras áreas, como direção autônoma.

Talvez o parceiro mais importante da startup seja o governo chinês, que usa seus serviços no sistema de vigilância nacional. Hoje dificilmente alguém caminha por cidades chinesas sem ser identificado e reconhecido por algum sistema com tecnologia da SenseTime. Já são mais de 170 milhões de câmeras de vigilância e outros sistemas do governo, que incluem até óculos inteligentes usados pelas polícias nas ruas.

Nos últimos dias ela anunciou mais uma rodada de investimentos, captando mais US$ 600 milhões, inclusive de gigantes como o Alibaba. Com esse investimento, o plano da SenseTime é implementar um sistema com cinco supercomputadores para o processamento de todas as imagens em tempo real. A meta é analisar 100 mil vídeos ao mesmo tempo.

Por meio de nota, o CEO da empresa disse que o novo aporte será utilizado para levar a tecnologia para outros países e nas palavras dele "ampliar o objetivo de ter uma aplicação mais industrial de IA". Atualmente, a empresa possui mais de 400 clientes, entre eles governos, a fabricante de automóveis Honda e a fabricante de equipamentos de redes de comunicação Huawei.

Se por um lado o sistema pode trabalhar na questão da segurança pública, buscando a identificação de criminosos, os críticos dizem que o uso de inteligência artificial para identificar pessoas é uma violação da privacidade e pode se tornar facilmente uma ferramenta de busca de dissidentes políticos na mão de governos autoritários como China e Rússia.

Ou seja, mais uma vez a tecnologia evolui de forma rápida, provocando uma discussão sobre quais são os limites da sua utilização e limites da ética, num ambiente que a legislação não evolui com a mesma velocidade.


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