Acesse seu e-mail

Blog Fevereiro/2018

5 Previsões da Nokia Por Henrique Pufal em 26/02/2018 10:38

Vocês lembram da Nokia? Pois a empresa finlandesa que dominou o mercado de celulares antes da popularização do smartphone tem apresentado novos produtos e novas tecnologias, com foco no 5G, que será o próximo passo da internet móvel, previsto para chegar no mercado em 2020.

Na última semana a Nokia realizou uma conferência em que o CEO da empresa, Rajeev Suri (foto), se permitiu fazer cinco previsões sobre a tecnologia em 2018 que envolvem soluções e produtos da marca, mas também estão presentes em toda a indústria. Algumas delas são bem óbvias, enquanto outras são mais ousadas. Confira:

1. Problemas sociais relacionados com tecnologia começarão a aumentar

Segundo Rajeev, a barreira entre as pessoas que possuem acesso a certas tecnologias e aquelas que estão fora desse barco ficará ainda maior este ano - e pode trazer problemas. A disparidade começa na automação, que vai afetar certos empregos e atividades, e vai envolver atividades políticas e leis relacionadas com tecnologia. Só que isso vai também valer para toda a nossa convivência em comunidade, já que parte da população será excluída de muita coisa.

2. A dominância do smartphone será questionada por novos fatores

Antes, o PC foi revolucionário por trazer várias funções digitais automatizadas. Depois, o celular revolucionou por levar tudo isso e muito mais ao alcance do bolso. Mas será que ele é o eletrônico definitivo para as nossas vontades? O CEO da Nokia vê 2018 como o ano em que os smartphones podem começar a perder a hegemonia, ao menos para conceitos que envolvam mais respostas de áudio ou uma sensibilidade e retorno tátil. Não significa que outros dispositivos inteligentes necessariamente substituam o telefone, mas sim que ele vá para outros caminhos.

3. A realidade virtual vai começar a voltar

Como assim "voltar"? De acordo com o executivo, o hype em cima dessa tecnologia nem foi tão alto assim há alguns anos e já deu uma boa diminuída: muitos produtos de qualidade duvidosa foram lançados, ela não era tão acessível e o interesse caiu. Só que Rajeeet acredita que esse é o ano do VR estabilizar e reconquistar a indústria após uma reflexão crítica, trazendo novidades de fato revolucionárias e mais difundidas.

4. O sistema de saúde finalmente verá disrupção massiva e sistêmica

O sistema de saúde é um dos mais beneficiados pela inteligência artificial atualmente, mas ainda há um longo caminho pela frente sob perspectivas bastante positivas. Para Rajeet, um uso ainda maior de bancos e bases de dados, diagnósticos personalizados e muitos outros benefícios serão ampliados e popularizados com o principal ganho sendo salvar mais vidas.

5. Mais e mais tráfego no backbone da internet estará nas redes de companhias "webscale"

Uma companhia "webscale" é aquela que tem ambientes de rede privados, eficientes e com possibilidade de expansão. A Nokia acredita que o tráfego estará cada vez mais concentrado em serviços e servidores de Google, Apple, Netflix e outras marcas. Isso traz serviços mais rápidos e acessíveis, mas estar em poucas mãos significa que novas companhias no mercado terão que investir pesado em rede.


A Crise do Facebook Por Henrique Pufal em 19/02/2018 10:29

Não se trata de uma crise financeira, até porque os resultados de 2017 foram espetaculares. A receita cresceu 47% e o resultado apresentou um lucro líquido de mais de U$ 4.2 Bilhões, o que representou um crescimento de 20% em relação ao ano de 2016.

Mas o horizonte do Facebook não está tão claro como eles gostariam. Paira no ar uma dúvida sobre o modelo de negócios e a forma que eles lidam com as informações que são compartilhadas na rede.

Uma das métricas que o Facebook utiliza para medir o sucesso do negócio é um número de horas que as pessoas passam na rede. E, pela primeira vez na história, as pessoas passaram menos tempo utilizando o Facebook. Isso ligou o sinal amarelo na empresa e eles já anunciaram um mudança no algoritmo que controla as publicações que cada um vê, priorizando as publicações de amigos e não de marcas e empresas de mídia.

E aqui vale um esclarecimento para quem não está acostumado com a terminologia e o funcionamento do Facebook: É importante deixar claro que a gente não vê tudo o que todos os nossos amigos e as páginas que curtimos postam na rede. O Facebook tem uma inteligência, o chamado ALGORITMO, que seleciona este conteúdo, baseado naqueles tipos de conteúdos que mais curtimos, mais clicamos, aqueles amigos com quem temos mais afinidade e relacionamento na rede e marcas que pagaram para anunciar para alguém com o nosso perfil. A questão é que ninguém de fora do Facebook conhece as regras detalhadas deste algoritmo.

Esta mudança anunciada pelo Facebook já fez algumas empresas de mídia alterarem a sua estratégia de uso da plataforma. Um exemplo é a Folha de São Paulo que anunciou nos últimos dias que não vai mais compartilhar as suas notícias no Facebook através do seu perfil oficial.

O argumento deles é que como o algoritmo da rede passou a privilegiar conteúdos de interação pessoal, em detrimento dos distribuídos por empresas, como as que produzem jornalismo profissional, isso reforçou ainda mais a tendência do usuário a consumir cada vez mais conteúdo com o qual tem afinidade, favorecendo a criação de bolhas de opiniões e convicções.

Além disso, não há garantia de que o leitor que recebe o link com determinada acusação ou ponto de vista terá acesso também a uma posição contraditória a essa. Esses problemas foram agravados nos últimos anos pela distribuição em massa de conteúdo deliberadamente mentiroso, as chamadas "fake news", como aconteceu na eleição presidencial dos EUA em 2016.

E aí está um outro ponto crítico desta crise que o Facebook enfrenta: a dificuldade para filtrar o conteúdo falso que se propaga e se alastra com imensa velocidade na rede.

O Facebook é acusado pela parte mais conservadora dos americanos de ser uma empresa com um viés muito liberal. E é acusado pelos liberais de ter ajudado a eleição de Donald Trump, ao não impedir uma avalanche de perfis e notícias falsas que desequilibraram as eleições.

O dilema que o Facebook vive é que ele se coloca como uma plataforma livre ao mesmo tempo que tem uma espécie de responsabilidade de fazer uma curadoria de conteúdo jornalístico de qualidade. Eles já tentaram contratar equipes de jornalistas, implementaram novos filtros, mas essa decisão de diminuir o conteúdo de notícias na timeline tem sido vista como uma espécie de “jogar a toalha”.

Quem tiver tempo e quiser entender melhor toda essa história, na última semana foi veiculada uma matéria na revista Wired que conta um pouco dos bastidores desse inferno astral que o Face enfrenta. 


YouTube Go chega ao Brasil Por Henrique Pufal em 02/02/2018 11:42

O Google liberou para o Brasil e mais 130 países na última quinta-feira o aplicativo YouTube Go, uma versão dessa rede social que permite assistir a vídeos sem usar a internet móvel do seu celular. Essa ferramenta permite baixar vídeos através de uma rede WiFi, onde normalmente não existe a cobrança de franquia de dados, para armazenar no celular e assistir depois em qualquer lugar, mesmo sem conexão internet.

O YouTube Go já estava disponível desde 2017 em locais como Índia, Nigéria e Indonésia e instalado em mais de dez milhões de smartphones. Locais onde a infraestrutura de internet em alta velocidade ainda é precária e serviram como laboratório para desenvolvimento da interface e de recursos.

A tela inicial do YouTube Go conta com duas abas principais. Uma delas exibe os vídeos mais populares na sua região e outra, os vídeos que já foram baixados e estão armazenados no aparelho. Ao selecionar um item da lista, a ferramenta exibe uma previsão do vídeo e exibe mais informações sobre o conteúdo.

Caso você não tenha muito espaço de armazenamento no seu smartphone, é possível definir a qualidade da imagem antes de iniciar o download. Segundo o Google, a opção de exibir imagens em alta definição foi incluída após a demanda de quem já estava utilizando a ferramenta. Quando o celular está conectado à internet, o aplicativo ainda é capaz de avisar quando seus canais favoritos adicionam novos vídeos, para você fazer o download para assistir depois.

O app também oferece a opção de compartilhar vídeos com outras pessoas. Para isso, é preciso usar o Bluetooth para um celular que também tenha o serviço instalado. Ao clicar no ícone de transferências, exibido no canto superior da tela, o usuário só precisa se aproximar do outro celular, que deverá autorizar o envio, assim como em conexões convencionais.

Importante ressaltar que nem todos os vídeos da rede social podem ser baixados. Um exemplo disso são os vídeos de músicas: O Google não autoriza o download de clipes musicais ou músicas no app. De acordo com a empresa, o motivo é que não há contratos de direitos autorais que permitam o download no YouTube Go. Ao mesmo tempo, a medida evita que o novo aplicativo concorra diretamente com outro produto digital da empresa: o Google Play Music, rival do Spotify e da Deezer.

Ou seja, mais uma vantagem de aproveitar o WiFi instalado na sua residência e economizar no plano de dados móveis da sua operadora.